Um raio-x de programa, na mão do seu agente.
Todo app que você instala é um pacote fechado. Você vê a tela, mas não vê o código que faz ela funcionar. Engenharia reversa é abrir esse pacote e entender o que tem dentro.
O REA dá ao seu agente as ferramentas pra fazer isso. Ele inspeciona o app, explica como uma função específica funciona e mostra a evidência de cada conclusão, junto com o que ele não conseguiu confirmar.
O projeto é aberto, com licença MIT, e passou de 97 mil estrelas no GitHub em outubro de 2026.
O código, a documentação e os exemplos estão no GitHub.
Lá ficam o guia de instalação, a lista de agentes suportados e casos reais de análise. O site oficial é o rea.tools.
Uma linha no terminal, e você escolhe o agente.
Precisa ter o Node.js instalado, na versão 22 ou mais nova. Depois é só rodar:
$ npx rea-agents setup
Ele pergunta em quais agentes você quer instalar, mostra o que vai mudar na configuração e só grava depois do seu ok. No fim, feche e abra o agente de novo pra ele enxergar as ferramentas novas.
Se quiser conferir se ficou tudo ligado, este comando só lê a configuração e não altera nada. Troque codex pelo nome do seu agente:
$ npx -y rea-agents@latest doctor --client codex --json
Quando a pergunta é "como esse app faz isso?" e o código não está aberto.
Se o projeto já é open source, leia o código direto. O REA é pra quando você só tem o programa instalado.
Estudar uma função
Entender como um app que você usa resolve uma coisa que você quer no seu projeto.
Comparar versões
Ver o que mudou de uma atualização pra outra do mesmo programa.
Investigar o seu app
Conferir o que foi parar dentro do pacote que você mesmo publicou.
Estudar e praticar
Aprender engenharia reversa em desafio de segurança, os CTFs, com um agente do lado.
Usei pra entender como dois apps de reunião percebem que você entrou numa call.
Eu estava desenhando um projeto que precisa saber quando uma reunião começa. Dois apps desktop que transcrevem reunião já fazem isso, então pedi pro agente estudar como eles faziam.
A análise foi estática: o REA leu o pacote dos apps, sem rodar nada. Voltou com um relatório do que ele achou e do que ficou sem prova. Isso virou uma base de estudo pro desenho, e nenhum código deles entrou no meu projeto.
O pedido pode ser em português mesmo, assim:
Usa o REA pra entender como o app X detecta quando eu entro numa reunião. Me mostra a evidência e o que ficou sem confirmar.
Roda no seu computador, e o app não sobe pra lugar nenhum.
Ele funciona em qualquer agente que aceite MCP local, como Claude Code, Codex, Cursor e Gemini CLI. A análise acontece na sua máquina. O que vai pra nuvem é a resposta que o agente lê, e isso segue a política do provedor do seu modelo.
App feito em JavaScript ou Electron, que é o caso de muito app de desktop, ele lê sem nenhum programa extra. Pra abrir programa nativo a fundo, ele usa o Ghidra, o Hopper ou o IDA, que você instala à parte.
Só aponte pra software que você tem direito de analisar.
O próprio projeto avisa: conseguir a autorização e seguir a lei fica com você. Entender a ideia de uma função é estudo. Levar código, texto ou marca de outra empresa pro seu produto já é outra conversa. E instalar só a skill não liga o REA no agente: quem registra o MCP é o comando de setup.